terça-feira, 1 de setembro de 2015

Antes de dormir.


Eram 5 pra meia noite. Eu já estava deitada quando ele chegou do trabalho, abriu a porta e foi para o quarto. Eu nem me movi, pois já estava cochilando e enxergava só a sombra dele trocando de roupa na frente a cama. Foi para a cozinha beber água e depois foi para o banheiro, certamente foi escovar os dentes. Eu escutava o barulho e dava para identificar, mas o sono já tinha tomado conta de mim e mal conseguia abrir os olhos.

Depois do seu ritual diário, ele foi para o quarto e sentou-se na beira da cama. Percebi que ele não se movia e abri os olhos sonolentos. Ele estava me observando dormir. Eu sorri meio torto, e passei a mão sobre seu rosto e disse: "Boa noite meu amor. Tudo bem?". Ele me devolveu a resposta com um sorriso e logo em seguida com um beijo. Virou e se deitou. Eu virei de costas para poder encaixar o meu corpo no dele e ele entrelaçou seus braços em mim. Era a hora do dia em que eu mais me sentia segura. 

Era muito bom sentir o cheiro dele, mesmo que às vezes de suor ou da pele. Eu percorria meu nariz em seus braços enquanto pegávamos no sono. De repente, suas mãos começaram a ficar inquietas e uma delas percorria sobre minhas pernas e logo chegou na minha bunda. Ali estacionou levemente e com a mão toda aberta, começou a apertar delicadamente enquanto a outra mão era preenchida por um dos meus seios. Minha respiração ficava cada vez mais ofegante, o calor tomava conta da cama e as nossas vontades começavam a ser respeitadas.

Foi então que virei de frente pra ele. Nossas bocas se uniram e os beijos eram intensos. Ele segurou o meu braço e veio por cima de mim. Tirou minha blusa, logo sua língua estava fazendo movimentos circulares no bico do meu seio. O fogo dentro de mim começava a aumentar. Logo em seguida sua boca começou a percorrer sobre meu corpo até embaixo, onde tirou meu shorts e a calcinha. Até que sua língua fazia o resto do trabalho. Eu já não conseguia me conter, era impossível controlar meus gemidos de prazer. O movimento de sua boca em meus lábios vaginais eram completados com os movimentos da cabeça. Impossível não querer que ele continuasse, mas eu interrompi, pois estava ansiosa para poder chupá-lo por inteiro.

Em segundos eu já estava em cima dele. Tomando conta da situação. Tirei a calça, a cueca e joguei rapidamente no chão. Com as minhas duas mãos comecei a acariciar o seu pau lentamente até a chegada da minha boca, onde primeiro coloquei a língua na cabeça até descer para o saco. Foram sugadas intensas, chupadas que quebravam o silêncio do quarto. Eu engolia todo, até onde dava. Seus gemidos de prazer me motivavam a continuar. Eu cuspia, passava a mão e entrava de boca novamente, lentamente. 

Então, quando ele já estava no auge, onde o seu pau palpitava de vontade de querer entrar inteiro dentro de mim, ele me empurrou na cama onde caí de frente e esperei ele enfiar seu pau no meu meio. E descia lentamente, subia e descia. A velocidade ia aumentando e já não dava para parar. Eu olhava para seu olhos e dizia que queria mais e quanto mais eu dizia, mais rápido forte ele fazia. E eu gritava sem me preocupar se alguém poderia escutar.

Depois fiquei de quatro e arrebitei minha bunda pra ele. Eu sabia que ele queria comer meu rabo. Mas eu perguntava para deixar o clima cada vez mais quente. "Quer comer meu cuzinho né?!". E com minha bunda empinada e minhas mãos na parede, ele introduziu seu pau no meu cu sem dó. Seu braço contornava meu corpo para deixar seus dedos deslizando em minha vagina enquanto ele fazia o anal. Meus gemidos se misturavam com o dele e depois de minutos de prazer fomos para a posição em que eu podia sentar em cima dele e rebolar. Essa era a minha parte preferida. 

E ele deitado, com o rosto tomado pelo prazer e olhando para mim enquanto eu rebolava, peguei suas mãos e preenchi com os meus delicados seios. Já podia sentir o prazer vindo lentamente. E eu rebolava, com meus dedos circulando minha vagina. Depois ele colocou seus dedos molhados no lugar dos meus e o prazer aumentou. Eu aumentava cada vez mais a velocidade e de repente minha buceta começa a palpitar junto com o pau dele. E rapidamente ele tirou o pau de dentro de mim e molhou a minha barriga, espalhando delicadamente sua porra no meu corpo inteiro. Nós dois nos abraçamos e em uma respiração ofegante completamos com beijos e olhares carinhosos.

Desde o começo já sabíamos como isso iria terminar. Dormimos abraçados e nus o resto da noite. Não poderia ter sido melhor a nossa noite de prazer!


Maíra Cintra

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sugestões para não "estacionar" em Agosto



Para não estacionar em agosto é preciso antes de mais nada força de vontade. Força para encarar os dias e vontade de vivê-los. Não vou julgar quem escolheu estacionar na primeira vaga que encontrou. Vou dar mais motivação aqueles que assim como eu querem atravessar a rua para continuar o caminho na próxima esquina ou os que estão no meio dela conduzindo para uma direção. Só tenha cuidado para não ser atropelado ou bater em algum lugar. As pessoas geralmente estão com pressa e com falta de paciência. É preciso ter cautela e disciplina, a ansiedade e a ganância também atrapalha. Temos que desviar dos que estão parados no meio do caminho e até mesmo daqueles que têm a intenção de nos atrasar.  É preciso atenção, muita atenção para não se atrapalhar. 

Para não estacionar em agosto é necessário aprender a falar, a se expressar da melhor maneira para ser compreendido. Dê o máximo de você, se entregue aquilo que tem vontade e faça por merecer. Se não der certo, não pare, tente de novo. Não precisa esperar até setembro para começar, pode ser tarde demais. Então, faça assim: Comece. Se não der certo comece logo em seguida. Não perca seu tempo, não espere o próximo sinal abrir para continuar, mas vá devagar até poder ultrapassar. É aos poucos que o caminha vai se abrindo. 

Para não estacionar em agosto é preciso se conhecer, saber os seus limites e reconhecer suas falhas. É preciso saber medir cada consequência para não ultrapassar os caminhos sem admirar a beleza deles. É preciso dar um tempo, resgatar forças e começar de novo. Mas pouco tempo, o necessário para encher o tanque, olhar em volta e dar a partida. Não se acomode, não crie marcas, não faça repousos. E quando chegar em setembro comemore, mas depois continue e faça o mesmo até terminar todo o ciclo para começar de novo. Lembre-se que a vida é uma constante mudança. 

Para não estacionar em agosto leia, leia muito. Livros, textos, artigos, notícias, romances. Mantenha-se informado, só não fique muito tempo em frente a TV e não acredite em todo vê. Desconfie, você tem esse direito. Dê a sua opinião e aprenda a respeitar a do próximo. Preste atenção nas pessoas, nos olhares, nas atitudes, nos pequenos gestos. Pode não parecer, mas isso conta muito. Tenha gratidão e saiba perdoar mesmo não pedindo perdão. Se livre e ganhe espaço. Venha ver o pôr do Sol, admirar a Lua e contar estrelas. E como dizia nosso querido Caio Fernando Abreu, "...ter um amor seria importante..., mas se você não conseguiu, invente um ", mas não se esqueça: Aprenda que o amor próprio é o mais importante que qualquer outro amor.  

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Uma história baseada em fatos reais.


Pensando aqui, eu engano muito bem mesmo e o pior é que não tenho intenção nenhuma em fazer isso. Estou beirando os 30, não faço academia (ainda), não faço dietas rigorosas (ainda), bebo cerveja do bar ao boteco, da top a popular e como até joelho de porco se me oferecerem. Não sou metida (só a cara), não sou enjoada, pra mim quase tudo tá bom, tanto faz e é só marcar que eu vou. Pago aluguel, não dependo dos meus pais, minhas contas estão "quase" todas em dia e ainda tem gente que fala que quero dar uma de rica. Sim, estou pensando seriamente em mudar meus boletos de endereço para serem enviados a minha cidade natal. Adoro comprar roupa como toda mulher, sou básica e prática nas minhas escolhas, gosto de me sentir à vontade, valorizo o conforto e não sou de mostrar muito (mas nada contra quem gosta de mostrar muito, dependendo pra quem quer mostrar). Fiz curso técnico com 20 anos, comecei a fazer minha primeira faculdade com 25 anos e estou tirando minha primeira habilitação. Nunca andei de avião, nunca andei de navio e espero um dia fazer tudo isso. Não tenho carro, ando de busão e sabe se lá quando vou comprar um, mesmo porque (no momento) não teria como bancar a gasolina, nem pagar seguro e muito menos IPVA. Dou uma risada constrangedora por dentro quando as pessoas falam para eu comprar um com naturalidade, já que não consigo guardar nem um terço do meu salário. Ah, detalhe que não tenho mais salário, agora faço parte do índice de aumento de desempregados do país e estou sentindo a crise a cada dia que passa, em cada conta de energia que chega e produtos de mercado que aumentam. Não votei na Dilma (e eu avisei), não tenho convênio médico e muito menos seguro de vida. Já mudei de cidade, já mudei várias vezes de endereço, já mudei de número para evitar aborrecimento, já bloqueei gente chata, já desbloqueei depois, já desliguei na cara, já mandei tomar naquele lugar, já fui traída, já menti várias vezes, já vi meus pais se separarem, já operei do coração, já tive febre reumática, já fiquei sem andar por um tempo, já levei 6 pontos no rosto e estou em tratamento para tirar as cicatrizes. Agradeço a Deus todos os dias pela minha vida, pois sei que tem coisas bem, mas bem piores por aí. Evito gente falsa, evito confusões, odeio discutir em público e já deixo avisado que se alguém tiver algum problema comigo pode vir falar pessoalmente que sou ótima em resolver qualquer assunto civilizadamente (sem baixarias). Sou na minha, sou brava e um pouco chata. Nunca me envolvi em briga de rua (sem contar quem já quis me bater), nunca puxei cabelo de mulher por causa de homem, nunca virei a cara para ninguém por causa de homem e nunca tomei as dores de nenhuma amiga por causa de homem. Tudo que já emprestei devolvi (e evito o máximo em pedir algo emprestado), odeio emprestar minhas roupas, odeio que mexam nas minhas coisas, nunca fui para uma delegacia, não tenho passagem pela policia e apesar de já ter sido difamada publicamente poupei dores de cabeça e rugas no rosto. Sou uma cidadã super comum que admite erros, que sabe dos direitos de ir e vir e que dá espaço para quem quer passar ou ir embora. Moro praticamente sozinha, vou ao mercado sozinha, às vezes ao shopping sozinha, não sou carente, não sou insistente, odeio pedir ajuda, não imploro por atenção e me dou muito bem com tudo isso. Não sou de muitas amizades e não sou muito simpática. Mas acho incrível quando alguém que não me conhece, que nunca falou comigo, não vai com a minha cara. Permita-me dizer mas não sou roupa para combinar com ninguém. Quando bebo falo o que não devo, sou sincera demais, espontânea demais, impulsiva ao extremo e tão indecisa que perco a paciência facilmente comigo mesma. Essa minha vontade de escrever vem de dentro, não é exibicionismo nem nada para chamar atenção. Isso é meu ponto de equilíbrio, é meu refúgio, é um espaço que dou a mim. Aprendi lendo, vivendo, observando ao redor. Escrever é mais ou menos isso, é ter sentimento e ao mesmo tempo frieza, é dar a cara a tapa, é uma terapia, é como um livro de pintar onde dou cores e formas as coisas que sinto. Confesso que ter colocado piercing na sobrancelha é a única coisa que me arrependo de ter feito (e olhe lá), o resto "me arrependo de não ter feito antes." Eu poderia ter estudado antes de trabalhar, eu poderia ter tirado minha habilitação com 18 anos, eu poderia ter saído da casa dos meus pais mais cedo e poderia não ter me prendido a pessoas que só me puxaram pra baixo. Já me envolvi com pessoas erradas achando que eu estava certa, já deixei algumas pessoas de lado com medo de perder outras, já fui motivo de fofoca, ironias, indiretas e desprezo, já engoli sapos e hoje aprendi a vomitar palavras. Não deveria ter sofrido pelo que não valia a pena, não deveria ter dado ouvidos aos que não queriam me ver crescer, não deveria ter ficado quieta e não deveria ter puxado conversa. Isso tudo não quer dizer que estou reclamando, só é a minha melhor forma de me defender e me explicar. Pois não é fácil saber quem sou e ter que escutar por aí quem eu nunca fui. Sou assim mesmo, sem um pingo de medo, sem vergonha, sem disfarces, sem rodeios e sem estrofes. Ando em linha reta para poupar tempo, porque pelo que podem perceber já perdi tempo demais lá trás.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Meus defeitos, ou alguns deles.


Eu confesso, tenho mil defeitos. Sou teimosa, chata pra caramba e acho que sempre tenho razão. E mesmo admitindo ainda acho que tenho razão. Mas não quero ganhar nada com isso, quero mostrar a realidade que eu enxergo, quero ensinar que nada é de verdade se não houver sinceridade, que dá pra vencer sem passar por cima do outro e que tem várias maneiras de ganhar um jogo sem contar mentiras.

Confesso que tenho defeitos e que às vezes nem eu sei lidar com eles, por isso aprendi a pedir perdão. E não me importo se alguém não me perdoar, eu aprendi a ter gratidão. Mas não vou negar que tenho uma lista de nomes de quem deve perdão a mim, pois sei exatamente as atitudes que não me convém e tenho um orgulho suficiente para não fazer papel de trouxa. 

Confesso que sou debochada mesmo levando a vida bem a sério. É que para sair do tédio é preciso carregar algumas risadas no bolso. É tanto assunto formal, é tanta simpatia forçada, interesses disfarçados de preocupações exageradas, piadas de mau gosto. É tanta gente falando da vida do outro e plantando futilidades que confesso não ter paciência pra tudo isso. E confesso não ter paciência para outras coisas também. 

Confesso que sou sentida, que facilmente me derreto e me chateio fácil. Mas tento me conter e confesso que estou praticando para não ser tanto assim. Mas tenho muitas habilidades que adquiri ao longo da vida, ser calculista por exemplo é uma delas. Sei calcular a frequência de quem entra, a distancia que se mantém e a probabilidade de quem vai ficar. Com isso ganho mais espaço e poupo meu tempo.


Maíra Cintra

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Singular



Eu não sou poeta meu bem. Eu apenas dou vida as minhas palavras. Dou sentido ao que sinto. Faço silêncio nos meus barulhos. É meu protesto, é minha ira, é meu conforto, é minha morada. É onde eu me escondo de tudo que eu penso. É a minha melhor viagem. Às vezes tão longe e outras tão perto. Transformo alguns lugares os melhores do mundo. É onde eu esqueço de mim para descobrir quem eu realmente sou.

Posso ser quem eu quiser em apenas cinco palavras. Faço de um pequeno espaço um abrigo enorme para que meus pensamentos se ajeitem da melhor forma. Dou forma as coisas que se diluíram. Dou tempo ao que se anda depressa demais. É a minha calmaria em época de distúrbios. Não faço apenas por vontade, faço porque há uma força maior que isso e que as minhas próprias palavras não conseguem definir.   

Não existe quem tire essa minha inquietação, essa minha obsessão por mim mesma. É tão singular essa minha maneira de me manter viva e não consigo imaginar como eu seria se eu fosse do jeito que as pessoas me enxergam. E não existe quem me tire daqui, sou minha própria refém e não há lugar melhor do que me prender dentro de mim.

Maíra Cintra